Só aumentar efetivo não resolve


Só aumentar efetivo não resolve

Para o coordenador do Núcleo de Estudos da Violência da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) e doutor em Sociologia, Naldson Ramos da Costa, um efetivo regular, capacitado, motivado e atuando de forma planejada é fator fundamental para a segurança pública. Porém, ele entende que não há uma relação direta entre o número de policiais e a incidência da criminalidade, mas muito mais com o contexto social.

“Não há nenhum número absoluto que irá mudar a realidade numa área tão importante para a sociedade. Não é só a polícia que irá resolver o problema da criminalidade, mas um conjunto de políticas públicas que leve à inclusão social, ao lazer, à educação, distribuição de renda, capacitação de mão-de-obra”, especifica.

Naldson Ramos emenda: “é uma questão de estratégia, de definir metas e buscá-las, além da articulação com outras áreas nos três entes federados (federal, estadual e municipais)”.

Como exemplos, Naldson Ramos cita Brasília (DF), onde, conforme ele, há 600 policiais para cada 10 mil habitantes. “No entanto, Brasília é uma das cidades mais violentas do Brasil. Em São Paulo são 300 policiais para 10 mil habitantes e ainda assim conta com uma incidência de 10 assassinatos para cada 100 mil pessoas”, pondera. Em Mato Grosso, são 27 homicídios para 100 mil indivíduos.

Naldson Ramos também comenta sobre o tempo-resposta, uma vez que se argumenta que com um efetivo maior haveria uma melhor distribuição dos militares reduzindo o tempo de chegada ao local do crime.

“Estatísticas nacionais e internacionais dizem que a cada minuto que dura a chegada da polícia aumenta em 30% a possibilidade de o indivíduo ser preso em flagrante. Hoje, qual é o ‘modos operandis’ utilizado pelos bandidos? É a moto. Qual viatura ou mesmo moto (da polícia) que vai alcançar? A possibilidade é pequena”, diz. “É preciso choque de gestão, de planejamento de uma nova estratégica”, completa.

O sociólogo observa ainda que o Rio de Janeiro está encontrando a saída para o problema da violência articulando ações policiais de repressão com a inclusão social. “Para problemas complexos não existem respostas simples”, citando ainda questões de combate às drogas e de legislação.

Vale registrar que o tempo ideal de resposta seria de três minutos. Depois disso, há 90% de chance do bandido não ser preso. (JD)

Fonte: http://www.diariodecuiaba.com.br

 

Sobre Denis Wesley

Pode invadir ou chegar com delicadeza Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir... Não grite comigo, eu tenho o péssimo hábito de revidar... Tenha vida própria, me faça sentir saudades... Conte umas coisas que me façam rir... Acredite nas verdades que digo e nas mentiras, elas serão raras, mas sempre por uma boa causa... Respeite meu choro... Deixe-me sozinho, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre é que eu também gosto de ser contrariado... Invente um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o inverta as vezes... Então: Sou Denis Wesley, muito prazer.

Publicado em 04/09/2011, em Sociologia (Núcleo de Estudos da Violência). Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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