UFSC – Sociologia da Juventude


UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA
Programa de Pós-Graduação em Sociologia Política
Disciplina: SPO 8005 – Sociologia da Juventude (04 créditos)
Horário: Quinta-feira – 14-18 – Sala 326 CFH
Semestre 2005.2
Profª  Drª. Janice Tirelli Ponte de Sousa

 

Ementa: Abordagem teórica e  metodológica dos estudos da sociologia da juventude como campo de investigação e  intervenção nas políticas sociais. Análise da sociabilidade juvenil na sua interface com a cultura, processos educativos, violência e  a  formação política relacionada a processos de  transformação social.

O objetivo central do curso é enfatizar a dimensão social e política dos estudos contemporâneos sobre o jovem,  aproximando o interesse dos pós-graduandos à área de estudo, tanto pela sua relevância teórica  quanto subsidio para a atuação prática das ciências sociais.

 

Programa  e Plano de Estudo

  • Introdução ao curso
  • Juventude, tempos e papéis :
  • As  diferentes condições  juvenis na perspectiva histórica
  • Juventude e Modernidade: categorias e conceitos
  • Correntes teóricas e a construção do conceito moderno de  juventude; categorias analíticas  da pesquisa social (classe, cultura juvenil, geração/ idade); elementos de reconhecimento da categoria juventude: condições, relações e representações sociais.

 

Ref.Bibliográficas: 06-08-09-23-24-25-28-33-35-39

Período: 11 e 18 de agosto /  01 e 08 de setembro

        

  • Da construção do conceito à construção de modelos juvenis no século XX
    • Jovens como símbolo e metáfora  do totalitarismo
    • Jovens solitários da  sociedade de massa– a invenção do teenager
    • A sociologia crítica, o ciclo  das grandes utopias e o(s) sujeito(s) das transformações– os jovens revolucionários  dos anos 60
    • Os anos 60: O jovem como agente político – a juventude como elo da transformação social
    • A década que pertenceu aos jovens: um tempo especial
    • O ano de 68 – Brasil e França / fomos todos iguais?  O Movimento            estudantil

o       Ciclo das transformações e da crítica: política e cultura nas relações      históricas

    • O caminho da distopia: os laços que não  unem mais
    • A  modernidade Pós-68 .Sociedade das imagens. O mercado jovem

 

Ref. Bibliográficas : 04-07-11-13-16-17-18-20-27-30-34-40

Período:  15/ 22 e 29 de setembro

 

  • Teoria social e a formação das novas gerações
    • Teoria crítica da sociedade: elementos para a construção de uma sociologia da juventude
    • Crítica da cultura, educação política X subjetividade deformada
    • Reflexão, autonomia e tolerância versus a banalização da violência

 

Ref. Bibliográficas : 02-03-12-19

Período:  06 e 13 de outubro

 

  • O novo mapa da realidade juvenil no Brasil  do início do século  

o       Políticas sociais, globalização,  violência e vulnerabilidade acumuladas numa geração.

o        Educação, Trabalho, Violência, Cultura e Tempo Livre

 

Ref. Bibliográficas : 01-26-27-31-32-36-37-41-45

 

    As novas narrativas coletivas políticas e culturais contra o instituído

o       A nova cartografia da presença e ação das juventudes: os movimentos juvenis

  • Formação política e os novos processos  educativos 

 

Ref. Bibliográficas: 28-29-31-42043-44   

Período:  20 e 27 de outubro   e 03/10/17/24 de novembro

 

Metodologia:

·         Aulas expositivas;

·         Discussão dos textos recomendados em seminários sobre os temas/ textos definidos  e organizados em conjunto ;

  • Seminários – problematização de módulos do curso conforme escolha temática
 
Avaliação

·         Entrega de artigo problematização o tema de um tópico do curso.  A produção dos alunos deverá ser apresentada e debatida coletivamente no final do curso.

·         Será avaliada, também, a participação do aluno nos debates / discussões  nos seminários temáticos.

Observação: Outras referências bibliográficas poderão ser acrescentadas/ substituídas durante o curso conforme o desenvolvimento do debate temático.

 

 

BIBLIOGRAFIA

1.       ABRAMO, Helena & BRANCO, Pedro P. Retratos da Juventude Brasileira- Análises de uma pesquisa nacional.  São Paulo: Instituto Cidadania / Perseu Abramo, 2004.

2.       ADORNO, Theodor W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1995.

3.       __________. La educación después de Auschwitz. In:______.Consignas. Buenos Aires: Amorrortu Editores, 1969, p. 80-95.

4.       CARDOSO, Irene Arruda Ribeiro. Maio de 68: o advento do individualismo e da heteronomia. Tempo Social, v.1, n.1, p. 235-246, 1°sem. 1990.

5.       CASTANEDA, Jorge G. Che Guevara – a vida em vermelho. São Paulo: Cia das Letras, 1997

6.       EISENSTADT, S. N. De geração em geração. São Paulo: Perspectiva, 1976.

7.       FONTENELLE, Isleide Arruda. O nome da Marca – McDonalds, fetichismo e cultura descartável. São Paulo: Boitempo, 2002.

8.       FORACCHI, Marialice M. A juventude na sociedade moderna. São Paulo: Pioneira, 1972.

9.       GROPPO, Luis Antonio. Juventude– ensaios sobre a sociologia e história das juventudes modernas. Rio de Janeiro: Difel, 2000.

10.   _______________. A participação social dos excluídos. São Paulo: Hucitec, 1982.

11.   _______________. O estudante na transformação da sociedade brasileira. São Paulo: Cia Editora Nacional, 1965.

12.   HORKHEIMER, Max. Eclipse da razão. Rio de Janeiro: Labor do Brasil, 1976.

13.   IANNI, Octavio. O jovem radical. In: BRITTO, S. de. Sociologia da juventude I — Da Europa de Marx à América Latina de hoje. Rio de Janeiro: Zahar, 1968, p. 225-242.

14.   JACOBY, Russell. Amnésia social – uma crítica à psicologia conformista de Adler a Laing. Rio de Janeiro: Zahar, 1977.

15.   JOVENS ACONTECENDO NA TRILHA DAS POLÍTICAS PÚBLICAS. Brasília: CNPD, 1998.

16.   KLEIN, Naomi. Sem logo– a tirania das marcas em um planeta vendido. Rio de Janeiro/São Paulo: Ed.Record, 2002.

17.   LAPASSADE,  Georges. Os rebeldes sem causa. In: BRITTO, S. de. Sociologia da juventude III – A vida coletiva juvenil. Rio de Janeiro: Zahar, 1968, pp.113-124.

18.   LOUREIRO, Isabel ( org) Herbert Marcuse-  A grande recusa hoje. São Paulo: Vozes, 1999.

19.   MAAR, Leo Wolfgang. Adorno, semiformação e educação. In: Educação & Sociedade. Campinas: Cortez/Cedes, Vol. 24, agosto, 2003, pp.459-475.

20.   MACIEL, Luiz Carlos. Geração em transe-memórias do tempos do tropicalismo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996.

21.   MADEIRA, Felícia R.. A roda viva do mercado. Tempo e Presença,  n.240, ano11, p. 9-13, 1989.

22.   ________________. Os jovens e as mudanças estruturais na década de 70: questionando pressupostos e sugerindo pistas. Cadernos de Pesquisa São Paulo, n. 58, p. 15-48, agosto 1986.

23.   MARGULIS, Mario & Urresti, Marcelo La juventud es más que una palabra. In:_________: La juventud es  más que  una palabra-Ensayos sobre cultura y juventud.  Buenos Aires,  Edit. Biblos, 2000,  p.13-30.,   

24.   MANHEIMN, Karl. Funções das gerações novas. In: FORACCHI, M. M. & PEREIRA, L. Educação e sociedade — Leituras de sociologia da educação. São Paulo: Biblioteca Universitária, 1978, p. 1-97.

25.   ________________. O problema da juventude na sociedade moderna. In: BRITTO, S. de. Sociologia da juventude I — da Europa de Marx à América de hoje. Rio de Janeiro: Zahar, 1968, p. 69-94.

26.   MARTINS, Jose de Souza Reflexão crítica sobre o tema da exclusão social”. In :. Martins, J.S. A sociedade vista do abismo-novos estudos sobre exclusão, pobreza e classes sociais. São Paulo:Vozes, 2001, pp.25-47.

27.   MARTINS, Luciano. A geração AI-5 – um ensaio sobre autoritarismo e alienação. Ensaio de Opinião, v.2, p. 72-103, 1979.

28.   MELLUCCI, Alberto. Juventude, tempo e movimentos sociais. In: Revista Brasileira de Educação- ANPED – Juventude e Contemporaneidade. n. 5 e 6 , 1997, pp. 5-14.

29.   _________________. Acción colectiva, vida cotidiana y democracia. México: Centro de Estúdios Sociológicos, pp.101-129

30.   MICHAUD, Eric. Soldados de uma idéia: os jovens sob o Terceiro Reich. In: LEVI, G. & SCHMIDT, J.C. História dos jovens  II. São Paulo: Cia das Letras, 1996, pp. 259-290.

31. NOVAES, Regina e VANNUCHI, Paulo. Juventude e Sociedade.Trabalho, educação, cultura e participação. São Paulo: Instituto Cidadania/Perseu Abramo, 2003.

32.   OLIVEIRA, Carmén Silveira de. Sobrevivendo no inferno – a violência juvenil na contemporaneidade.  Porto Alegre : Sulina, 2001.

33.   PAIS, José Machado. Culturas Juvenis. Lisboa: Imprensa Nacional, 1996.

34.   PASSERINI, Luisa. (parte) A América da década de 1950. In: LEVI, G. & SCHMIDT, J.C. História dos jovens II. São Paulo: Cia das Letras, 199, pp.352-381.

35.   PERALVA, Angelina T. O jovem como modelo cultural. In: Revista Brasileira de Educação- ANPED – Juventude e Contemporaneidade. n. 5 e 6 , 1997, pp. 15-24 .

36.   __________________. Violência e Democracia- o paradoxo brasileiro. São Paulo: Paz e Terra, 2000, pp.177-179.

37.   POCHMAN,  MarcioEmprego e desemprego juvenil no Brasil – as transformações nos anos 1990. Revista Movimento, 2000.

38.   POERNER, Arthur José. O poder jovem. São Paulo: Civilização Brasileira, 1968.

39.    QUAPPER, , Klaudio D. Juventud o juventudes? Acerca de como mirar y remirar a lãs juventudes de nuestro continente.  In:  BURAK, Solum . Adolescência y Juventud em América Latina. Costa Rica: Libro Universitario Regional, 2001, pp,57-76

40.   RIDENTI, Marcelo. A canção do homem enquanto seu lobo não vem – as camadas intelectualizadas na revolução brasileira. In: _______.  O fantasma da revolução brasileira. São Paulo: Ed. Unesp, 1996, pp.73-132.

41.   SOARES, Luiz Eduardo, BILL MV, ATHAIDE, Celso. Cabeça de Porco.  Rio de Janeiro: Objetiva, 2005.

42.   SOUSA, Janice T. Ponte de. Reinvenções da Utopia– a militância política de jovens nos anos 90. São Paulo: Haecker, 1999.

43.   ______________________Insurgências Juvenis e as novas narrativas contra o instituído. CADERNOS DE PESQUISA, PPGSP, 2002.

45.___________________ Juventude, contestação e a política de pernas para o ar: Movimento    Passe Livre em Florianópolis. 2005, Mimeo.

44.   SPOSITO, Marília P. A sociabilidade juvenil e a rua: novos conflitos e a ação coletiva na cidade. Tempo Social,  v.5, n.1 e 2, p. 161-178, 1993.

45.   ZALUAR, Alba.  Globalização do crime e os limites da explicação local. In: Velho, Gilberto & Alvito, Marcos.  Cidadania e Violência. Rio: UFRJ/FGV, 2000. pp. 48-69.

Sobre Denis Wesley

Pode invadir ou chegar com delicadeza Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir... Não grite comigo, eu tenho o péssimo hábito de revidar... Tenha vida própria, me faça sentir saudades... Conte umas coisas que me façam rir... Acredite nas verdades que digo e nas mentiras, elas serão raras, mas sempre por uma boa causa... Respeite meu choro... Deixe-me sozinho, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre é que eu também gosto de ser contrariado... Invente um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o inverta as vezes... Então: Sou Denis Wesley, muito prazer.

Publicado em 27/08/2012, em Sociologia da Juventude. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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