160 séculos da ciência


160 séculos da ciência

Da roda à internet, a evolução do conhecimento transformou continuamente a sociedade. Um guia ilustrado em sete volumes desvenda as invenções e descobertas que mudaram o mundo

A cultura é cheia de elementos transformadores, mas não resta dúvida que a força mais poderosa já desenvolvida pela civilização foi a capacidade de produzir ciência. Ela caminha passo a passo com a evolução da própria tecnologia, e não seria estranho sugerir que justamente a aptidão de criar novas técnicas e manipular o mundo de maneiras diferentes seja a característica mais marcante da humanidade, aquela que nos separa de forma indiscutível do resto do reino animal.

Como compreender os efeitos retroalimentadores de uma espécie inteligente que produz cada vez mais conhecimento e se transforma continuamente como resultado disso? Esse é o desafio que a coleção 160 Séculos de Ciência, lançada no Brasil em sete volumes pela Duetto Editorial, se propõe responder.

Mas espere: “160 séculos”? Como assim? Pois bem, da forma como é compreendida atualmente, a ciência pode ser encarada como um desenvolvimento relativamente recente. É possível, por exemplo, argumentar que o pensador italiano Galileu Galilei, no início do século 17, foi quem primeiro lançou as bases para o que hoje chamamos de método científico. Afinal, a sistematização da produção do conhecimento por meio de hipóteses e experiências surgiu a partir de seus escritos. Mas claramente a ciência, numa estrutura ainda embrionária (e mesmo assim muito poderosa), tem início muito antes disso.

É necessário voltar no tempo até a préhistória, cerca de 16 mil anos atrás. Foi naquele momento que os primeiros agrupamentos humanos mostraram o domínio completo das técnicas de cerâmica. Isso implicava não só a capacidade de fazer artefatos, produzir ferramentas e arte, mas obter o controle total do fogo, que também permitiu ao homem cozinhar os alimentos, se proteger do frio e se espalhar pelo planeta.

Mais uns 3 mil anos transcorreriam até que surgissem as primeiras sociedades agrárias. O homem deixaria de ser nômade e passaria a ter a habilidade de se estabelecer de forma fixa num território, explorando a capacidade de plantar e colher. Foi talvez o momento mais marcante e transformador da cultura humana – sem exagero, o início precoce do que hoje chamamos de globalização.

A agricultura de fato apontava para um universo muito maior. Sua prosperidade passava necessariamente pelo desenvolvimento da astronomia. Afinal, foi o estudo do céu que abriu as portas para que a humanidade enxergasse periodicidade nos fenômenos vistos no chão (como a época boa para plantar e o tempo certo da colheita). A marcação do tempo em dias, semanas, meses e anos é fruto das observações astronômicas primitivas.

Círculos no firmamento, círculos no chão. A roda. Difícil imaginar uma invenção mais influente na história da humanidade. Se ela era extremamente útil quando foi criada, o que não dirá hoje? A roda mais antiga encontrada tem cerca de 5 mil anos, originária da Mesopotâmia, mas é dado como certo que outras existiram antes.

Percebeu? Cerâmica, fogo, agricultura, astronomia, roda… Estamos falando de concepções com forte impacto nos rumos da cultura humana, e é muito fácil enxergar conexões entre cada uma delas. A cada avanço científico, nascia uma nova sociedade. E isso não mudou com o passar do tempo. Podemos prosseguir com a lista e desembocar na máquina a vapor, que transformou relações econômicas e sociais no mundo inteiro ao promover a chamada Revolução Industrial. Quer mais? Pense na lâmpada elétrica, no telefone, nos transistores, na bomba atômica, na internet.

Evoluções

160 Séculos de Ciência oferece um panorama de todas essas incríveis descobertas e invenções que permearam a história da tecnologia. Ao longo da coleção, o leitor terá oportunidade de compreender a interação da ciência com a sociedade, modificando-a e sendo por ela modificada. As cirurgias primitivas, o trabalho dos alquimistas, a fabricação das primeiras máquinas, as estações espaciais, as revelações no microcosmo de nosso DNA, as pesquisas sobre as menores partículas que compõem o Universo e sobre os grandes aglomerados estelares, nada é isolado. Tudo se entrelaça em algum momento do presente ou do passado.

São muitos os guias ilustrados de ciência disponíveis em língua portuguesa. Mas poucos trabalham de forma tão sofisticada a relação entre a evolução do conhecimento e a própria história da ciência. Essa divisão dá um caráter interdisciplinar à obra, referência imperdível tanto para os amantes de história quanto para os fãs de ciência. A tônica é mostrar como cada um desses avanços teve influência na sociedade da época e no que viria depois.

Para contar essa história da forma mais apropriada, não basta tratar de temas ou invenções. É obrigatório conhecer os personagens que estiveram no centro dos grandes acontecimentos científicos e aqueles que elaboraram teorias – algumas duradouras, mas equivocadas, outras que ainda não puderam ser comprovadas. Grandes nomes que vão de Aristóteles a Albert Einstein são abordados ao longo da coleção.

O volume final apresenta os principais fatos, fórmulas e conceitos científicos, além de uma biografia resumida dos maiores cientistas de todos os tempos. As leis e teorias das diversas disciplinas são expostas e explicadas em estupendos infográficos, que coroam a obra como uma inestimável fonte de consulta soberbamente ilustrada.

Fonte: http://revistaconhecer.uol.com.br

Sobre Denis Wesley

Pode invadir ou chegar com delicadeza Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir... Não grite comigo, eu tenho o péssimo hábito de revidar... Tenha vida própria, me faça sentir saudades... Conte umas coisas que me façam rir... Acredite nas verdades que digo e nas mentiras, elas serão raras, mas sempre por uma boa causa... Respeite meu choro... Deixe-me sozinho, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre é que eu também gosto de ser contrariado... Invente um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o inverta as vezes... Então: Sou Denis Wesley, muito prazer.

Publicado em 08/09/2012, em Ciências. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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