Curso de Extensão (IUPERJ): ANTROPOLOGIA DA CIDADE: ENFRENTAMENTOS URBANOS


CARGA HORÁRIA

8h

OBJETIVO

A primeira parte do curso abordará os principais conceitos de pensadores que ajudaram a conformar o campo da Antropologia Urbana hoje, a saber: Carl Schorske, Georg Simmel, Robert Park, Walter Benjamin e Michel De Certeau. A partir disso, pretende-se recuperar a presença destas influências em autores contemporâneos que buscam enfrentar a questão urbana etnograficamente. Por meio destes trabalhos emerge a concepção de que o espaço da cidade não constitui um mero cenário para as práticas sociais, mas sim é agente fundamental destas, com as quais estabelece uma relação reflexiva.

JUSTIFICATIVA:

É crescente no Brasil hoje o número de estudos em Antropologia urbana, bem como o uso da etnografia para pensar este contexto por profissionais de diversas áreas. Nesse sentido, é importante discutir qual a importância desse campo de conhecimento, sua origem e que especificidades assume no âmbito das cidades contemporâneas, especialmente, brasileiras. Pensar a cidade, seus habitantes, suas práticas e representações é, portanto, tarefa complexa que implica um enfrentamento cuidadoso e atento de suas realidades.

 

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

Aula 1 – Schorske, Simmel e Park: modernidade e metrópole.

Aula 2 – De Certeau e Benjamin: por uma antropologia do cotidiano.

Aula 3 – Etnografia urbana: análise de alguns casos.

Aula 4 – Superando a dicotomia cidade e citadino.

EMENTA:

Modernidade e metrópole; embasamento para uma abordagem etnográfica da cidade a partir do cotidiano; etnografia urbana; superação da dicotomia cidade e citadino.

BIBLIOGRAFIA:

  • AGIER, Michel. Antropologia da Cidade: lugares, situações e movimentos. São Paulo: Editora Terceiro Nome, 2011.
  • BENJAMIN, Walter. “O Flanêur” segmento de “Paris do Segundo Império”. In: Obras Escolhidas III: Charles Baudelaire um lírico no auge do capitalismo.São Paulo: Brasiliense, 1989. (pp.31-65)
  • DE CERTEAU, Michel. A Invenção do Cotidiano: artes de fazer. Petrópolis: Vozes, 1994.
  • LEITE, Rogério Proença. Contra-Usos da Cidade: lugares e espaço público na experiência urbana contemporânea. Campinas, SP: Editora da Unicamp; Aracaju, SE: Editora UFS, 2004.
  • FELTRAN, Gabriel de Santis. “Periferias, direito e diferença: notas de uma etnografia urbana”. Revista de Antropologia Urbana, n. 2, vol. 53, 2010. pp. 565-610.
  • PARK, Robert. “A cidade: sugestões para a investigação do meio urbano”. In: Velho, O. O fenômeno Urbano. Rio de Janeiro: Guanabara, 1987.
  • SIMMEL, Georg. “As grandes cidades e a vida do espírito (1903)”. Revista Mana, vol.11, n.2. Rio de Janeiro, 2005.
  • Schorske, Carl. Viena Fin-de-siècle – política e cultura. São Paulo: Ed Unicamp e Cia das Letras, 1989.
  • WHYTE, William Foote. Sociedade de esquina. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2005.

PÚBLICO ALVO:

Profissionais oriundos de diferentes áreas de formação interessados em aperfeiçoar seus conhecimentos no campo da Antropologia Urbana e etnografia. O curso pretende fornecer um quadro teórico sólido para professores das diversas áreas das Ciências Humanas, pesquisadores, técnicos com atuação no serviço público (municipal, estadual e federal), profissionais que atuem em ONG’s, institutos de pesquisa e projetos sociais de uma maneira geral.

CURRÍCULO RESUMIDO

Natália Helou Fazzioni é bacharel e licenciada em Ciências Sociais pela Unicamp, 2009, mestranda em Antropologia Social pela Universidade de São Paulo (USP). Nesse momento, finaliza a escrita da dissertação de mestrado: “A vista da rua: etnografia da construção dos espaços e temporalidades na Lapa (RJ)”. É também participante do GEAC (Grupo de Estudos de Antropologia da Cidade) coordenado pelo Prof. Dr. Heitor Frúgoli Jr. Realiza pesquisas com temáticas ligadas a: cidades, sociabilidade urbana, territorialidade, redes de relação e intervenções urbanísticas.

DIAS

Sábados- dias 29/09 e 06/10

HORÁRIOS

9:00h às 13:00h

TOTAL DE VAGAS 40

VALOR DO CURSO R$100,00

LOCAL: Pça Pio X, nº 7

Sobre Denis Wesley

Pode invadir ou chegar com delicadeza Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir... Não grite comigo, eu tenho o péssimo hábito de revidar... Tenha vida própria, me faça sentir saudades... Conte umas coisas que me façam rir... Acredite nas verdades que digo e nas mentiras, elas serão raras, mas sempre por uma boa causa... Respeite meu choro... Deixe-me sozinho, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre é que eu também gosto de ser contrariado... Invente um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o inverta as vezes... Então: Sou Denis Wesley, muito prazer.

Publicado em 29/09/2012, em Extensões Universitárias. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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