Curso de Extensão (IUPERJ): PATRIMÔNIO HISTÓRICO: POSSIBILIDADES DE PESQUISA E MERCADO DE TRABALHO PARA JOVENS HISTORIADORES E CIENTISTAS SOCIAIS


Coordenadores:

Vanuza Moreira Braga (FGV) e Guilherme Moerbeck (IUPERJ).

Corpo Docente:

Vanuza Moreira Braga (Coordenadora) Paulo Knauss, Lúcia Lippi Oliveira, Marcos Alvito, Elizete Santos, Vicente Saul e Aline Portilho.

Carga Horária:

6 encontros de 2h/aula cada. Total 12 horas

Ementa:

Neste curso, pretendemos abordar alguns tópicos do debate sobre as relações entre patrimônio histórico, escrita da história, memória, identidade nacional, economia criativa e mercado profissional. A escolha dos temas foi realizada tendo como critério principal apresentar pesquisas elaboradas a partir de abordagens atuais e principalmente que elegeram objetos sensíveis aos jovens estudantes de hoje, como: espaço urbano, música, cinema, futebol, meio ambiente, entre outros. Discutiremos também editais, legislação de incentivo à cultura e gestão cultural. A partir de estudos pontuais, examinaremos as novas concepções que o termo patrimônio ganhou nas últimas décadas e as reflexões necessárias e urgentes sobre novos campos de atuação para profissionais das humanidades.

Objetivo:

O curso proposto se situa na fronteira dos debates sobre patrimônio histórico, escrita da história, memória, identidade nacional e formação de jovens profissionais. Nosso objetivo é apresentar e examinar os principais debates acadêmicos sobre o tema, apontar as diferentes possibilidades de pesquisa e abordagens e, por último, orientar os alunos sobre as aplicações diretas na carreira, tendo em vista o nicho de mercado existente e o boom da economia criativa, ainda pouco explorados nos meios acadêmicos. A ideia não é realizar um aprofundamento teórico sobre as categorias de patrimônio, algo que será oferecido ao aluno ao longo da graduação, mas sim, apontar alternativas para se conhecer, acompanhar, avaliar e trabalhar com a questão, no sentido de contribuir de maneira significativa e diferenciada na formação profissional destes jovens.

Justificativa:

A expectativa de um graduando da área de humanidades no Brasil é bastante distinta da realidade que ele encontrará depois de formado, sobretudo, no tocante ao mercado de trabalho. Impossibilitado de atuar na educação básica, quando não optou por uma licenciatura, muitos investem na continuação da carreira acadêmica, ingressando em cursos de pós-graduação. Além de enfrentar uma longa e incerta trajetória, a baixa remuneração e desvalorização social, muitos alunos não se identificam com o perfil de uma carreira acadêmica tradicional. Esse é um impasse enfrentado por muito jovens de uma geração marcada pela interatividade, com enorme acesso a informação e a tecnologias múltiplas. Diante dessa situação muitos abandonam a carreira original para seguir para outras áreas, nas quais, a formação obtida ao longo de anos, ficará subutilizada e o jovem profissional frustrado.

Acreditamos que os cursos universitários e os jovens graduandos em ciências humanas precisam rever sua relação com a sociedade e com o mercado, buscando dar conta das novas tecnologias e oportunidades eminentes. Se analisarmos os currículos de graduação, veremos que ainda são raros os cursos que oferecem disciplinas como “Patrimônio” ou “Políticas culturais”. As noções que permeiam essa formulação continuam presas à concepção pós-revolução industrial marcada pelo divórcio entre “saber” e “fazer” e/ou “pensar” e “executar”. Jovens estudantes de humanidades pouco estagiam em museus, centros culturais ou departamentos culturais de empresas e órgãos do governo. Mesmo a área de ensino na educação básica – para aqueles também licenciados – é frequentemente negligenciada, por motivos que conhecemos. O resultado disso é que grande parte dos graduandos abandonam o curso antes de concluir ou já se formam sem esperanças de seguir na profissão. Neste sentido, julgamos válida e necessária a iniciativa aqui proposta, cuja finalidade será apontar caminhos possíveis para os alunos interessados na área das humanidades.

Avaliação:

O curso contemplará, para a avaliação dos alunos: sua frequência e participação em aula e a apresentação final de um paper de aproximadamente 10 laudas, no qual o aluno poderá escolher para desenvolvimento um dos temas das aulas e, sempre que possível, possa articular aos interesses de pesquisa de cada um.

Conteúdo Programático:

Aula 01: Patrimônio histórico e escrita da história

Prof. Paulo Knauss (UFF/Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro)

Data: 02/10/12, terça-feira, 14h-16h

Aula 02: Patrimônio, futebol e identidade nacional

Prof. Marcos Alvito Pereira (UFF)

Data: 04/10/12, quinta-feira, 14h-16h

Aula 03: Patrimônio e Cidade

Profa  Lucia Lippi (FGV)

Data: 09/10/12, terça-feira, 14h-16h

Aula 04: Patrimônio e Natureza

Profa  Elizete Inácio dos Santos (UFRRJ)

Data: 11/10/12, quinta-feira, 14h-16h

Aula 05: Patrimônio, cidade e música

Prof. Vicente Saul (doutorado CPDOC/FGV e pesquisador em projetos)

Data: 16/10/12, terça-feira, 14h-16h

Aula 06: Patrimônio e economia criativa

Profa. Aline Portilho (Eco/UFRJ)

Data: 18/10/12, terça-feira, 14h-16h

Bibliografia Complementar:

ALVITO, Marcos e MELO, Vitor (Orgs.). Futebol por todo o mundo: diálogos com o cinema. Rio de Janeiro: Fundação Getúlio Vargas, 2006.

ARANTES, Antônio Augusto. Produzindo o Passado. São Paulo: Editora Brasiliense, 1984.

BOMENY, Helena. Constelação Capanema: intelectuais e políticas. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2001.

BRANT, Leonardo: Mercado Cultural: Panorama crítico e guia prático para gestão e captação de recursos. São Paulo: Instituto Pensarte, 2001.

CALABRE, Lia (org.). Políticas Culturais: reflexões sobre gestão, processos participativos e desenvolvimento. São Paulo: Itaú Cultural, 2010.

CHUVA, Márcia (org.).  Os Arquitetos da MemóriaA construção do patrimônio histórico e artístico nacional no Brasil – 1930-1940. Rio de Janeiro: Editora da UFRJ, 2009.

FERREIRA, Marieta de Moraes (org). Memória e Identidade Nacional. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2010.

FONSECA, Cecília Londres. O Patrimônio em Processo: Trajetória da Política Federal de Preservação no Brasil. Rio de Janeiro: UFRJ, IPHAN, 1999.

GONÇALVES, José Reginaldo. A Retórica da Perda: os discursos do patrimônio cultural no Brasil. Rio de Janeiro: Editora UFRJ/Ministério da Cultura – IPHAN, 2002.

GORELIK, Adrián. “O moderno em debate: cidade, modernidade, modernização”. In: MIRANDA, Wander M. (org.) Narrativas da Modernidade. Belo Horizonte: Autêntica, 1999.

HOBSBAWN, Eric & RANGER, Terence (orgs.). A invenção das tradições. 3ª ed. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.

HOLLANDA, Bernardo Borges Buarque de . O futebol como alegoria antropofágica : modernismo, música popular e a descoberta da “brasilidade” esportiva. Artelogie, v. 1, p. 1-12, 2011.

KNAUSS, Paulo. A interpretação do Brasil na escultura pública: arte, memória e história. Revista do Instituto Histórico e Geographico Brazileiro, v. 171, p. 219-232, 2010.

KOSELLECK, R.  Futuro-Passado.Contribuição à semântica dos tempos históricos. Rio de Janeiro: Editora PUC/RJ, 2006.

MIGUEZ, Paulo. Economia Criativa: “Uma discussão preliminar”. IN: MARCHIORI, G. (org.) Teorias e políticas de cultura: Visões multidisciplinares. Salvador: Editora UFBA, 2007.

MORAES, Eduardo Jardim. A brasilidade modernista: sua dimensão filosófica. Rio de Janeiro, Graal, 1978.

NORA, Pierre. “Entre Memória e História: a problemática dos lugares”, In: Projeto História. São Paulo: PUC, n. 10, pp. 07-28, dezembro de 1993.

OLIVEIRA, Lúcia Lippi (org.) Cidade: História e Desafios. Rio de Janeiro: Editora da FGV, 2002.

 ________. Cultura é Patrimônio: um guia. Rio de Janeiro: Editora FGV, 2008.

POMINAN, Krzystof. “Coleção”. In: Enciclopédia Einaudi. Lisboa: Imprensa Nacional / Casa da Moeda, 1984.

SOUZA FILHO, Carlos Frederico Marés de. Bens Culturais e Proteção Jurídica. Porto Alegre: Unidade Editorial, 2006.

SOUZA, C. G. G. Patrimônio Cultural: o processo de ampliação de sua concepção e suas repercussões. Revista dos Estudantes de Direito da Universidade de Brasília, n. 7, p. 37-66, 2008.

ZANIRATO, Silvia Helena  e RIBEIRO, Wagner Costa. Patrimônio cultural: a percepção da natureza como um bem não renovável. Rev. Bras. Hist. [online]. 2006, vol.26, n.51, pp. 251-262.

TOTAL DE VAGAS 40

VALOR DO CURSO R$150,00

LOCAL: Praça Pio X, nº7

Sobre Denis Wesley

Pode invadir ou chegar com delicadeza Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir... Não grite comigo, eu tenho o péssimo hábito de revidar... Tenha vida própria, me faça sentir saudades... Conte umas coisas que me façam rir... Acredite nas verdades que digo e nas mentiras, elas serão raras, mas sempre por uma boa causa... Respeite meu choro... Deixe-me sozinho, só volte quando eu chamar, e não me obedeça sempre é que eu também gosto de ser contrariado... Invente um papel para você que ainda não tenha sido preenchido e o inverta as vezes... Então: Sou Denis Wesley, muito prazer.

Publicado em 29/09/2012, em Extensões Universitárias. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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