Biografias

Biografias

A Biografia (grego: βιογραφία, de βíος – bíos, vida e γράφειν – gráphein, escrever) é um gênero literário em que o autor narra a história da vida de uma pessoa ou de várias pessoas. De um modo geral as biografias contam a vida de alguém depois de sua morte, mas na atualidade isso vem mudando. Em certos casos a biografia inclui aspectos da obra dos biografados, como por exemplo Plutarco, em suas Bíoi parálleloi (Vidas paralelas), numa abordagem muitas vezes de um ponto de vista crítico e não apenas historiográfico. Em francês o termo biographie é documentado em 1721; no inglês a palavra biography foi documentada em 1791 e na forma biographia já em 1683; em espanhol biografía e em português biografia aparecem somente na segunda metade do século XIX.

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Karl Heinrich Marx

 

Karl Marx nasceu em 5 de Maio de 1818 em Trier (Prússia renana). O pai, advogado, israelita, converteu-se em 1824 ao protestantismo. A família, abastada e culta, não era revolucionária. Depois de ter terminado os seus estudos no liceu de Trier, Marx entrou na Universidade de Bona e depois na de Berlim; aí estudou direito e, sobretudo história e filosofia. Em 1841 terminava o curso defendendo uma tese de doutoramento sobre a filosofia de Epicuro. Eram, então, as concepções de Marx as de um idealista hegeliano. Em Berlim, aderiu ao círculo dos “hegelianos de esquerda” (Bruno Bauer e outros) que procuravam tirar da filosofia de Hegel conclusões ateias e revolucionárias.

Karl Heinrich Marx

Ao sair da Universidade, Marx fixou-se em Bona, onde contava tornar-se professor. Mas a política reacionária de um governo que, em 1832, tinha tirado a Ludwig Feuerbach a sua cadeira de professor, recusando-lhe novamente o acesso à Universidade em 1836, e que em 1841 proibira o jovem professor Bruno Bauer de fazer conferências em Bona, obrigou Marx a renunciar a uma carreira universitária. Nessa época, o desenvolvimento das ideias do hegelianismo de esquerda fazia, na Alemanha, rápidos progressos. A partir, sobretudo de 1836, Ludwig Feuerbach começa a criticar a teologia e a orientar-se para o materialismo, a que, em 1841, adere completamente (A Essência do Cristianismo); em 1843 aparecem os seus Princípios da Filosofia do Futuro. “É preciso (…) ter vivido a influência emancipadora” desses livros, escreveu mais tarde Engels, a propósito destas obras de Feuerbach. “Nós”, (isto é, os hegelianos de esquerda, entre eles Marx) “imediatamente nos tornamos feuerbachianos.” Nessa altura os burgueses radicais da Renânia, que tinham certos pontos de contato com os hegelianos de esquerda, fundaram em Colónia um jornal de oposição, a Gazeta Renana (que apareceu a partir de 1 de Janeiro de 1842). Marx e Bruno Bauer foram os seus principais colaboradores e, em Outubro de 1842, Marx tornou-se o redator-chefe, mudando-se então de Bona para Colónia. Sob a direção de Marx, a tendência democrática revolucionária do jornal acentuou-se cada vez mais e o governo começou por submetê-lo a uma dupla e mesmo tripla censura e acabou por ordenar a sua suspensão completa a partir de 1 de Janeiro de 1843. Por essa altura, Marx viu-se obrigado a deixar o seu posto de redator, mas a sua saída não salvou o jornal, que foi proibido em Março de 1843. Entre os artigos mais importantes que Marx publicou na Gazeta Renana, além dos que indicamos mais adiante Engels cita um sobre a situação dos vinhateiros do vale do Mosela. A sua atividade de jornalista tinha feito compreender a Marx que os seus conhecimentos de economia política eram insuficientes e por isso lançou-se a estudá-la com ardor.

Em 1843, Marx casou-se, em Kreuznach, com Jenny Von Westphalen, amiga de infância, de quem já era noivo desde o tempo de estudante. A sua mulher pertencia a uma família nobre e reacionária da Prússia. O irmão mais velho de Jenny Von Westphalen foi ministro do interior na Prússia numa das épocas mais reacionárias, de 1850 a 1858. No Outono de 1843 Marx foi para Paris para editar no estrangeiro uma revista radical em colaboração com Arnold Ruge (1802-1880; hegeliano de esquerda, preso de 1825 a 1830; emigrado depois de 1848 e partidário de Bismarck depois de 1866-1870). Mas só apareceu o primeiro fascículo desta revista, intitulada Anais Franco-Alemães, que teve de ser suspensa por causa das dificuldades com a sua difusão clandestina na Alemanha e de divergências com Ruge. Nos artigos de Marx publicados pela revista, ele aparece-nos já como um revolucionário que proclama “a crítica implacável de tudo o que existe” e, em particular, “a crítica das armas”, e apela para as massas e o proletariado.

Em Setembro de 1844, Friedrich Engels esteve em Paris por uns dias, e desde então se tornou o amigo mais íntimo de Marx. Ambos tomaram uma parte muito ativa na vida agitada da época dos grupos revolucionários de Paris (especial importância assumia então a doutrina de Proudhon, que Marx submeteu a uma crítica impiedosa na sua obra Miséria da Filosofia, publicada em 1847) e, numa árdua luta contra as diversas doutrinas do socialismo pequeno-burguês, elaboraram a teoria e a tática do socialismo proletário revolucionário ou comunismo (marxismo). Vejam-se as obras de Marx desta época, 1844-1848, mais adiante na Bibliografia. Em 1845, a pedido do governo prussiano, Marx foi expulso de Paris como revolucionário perigoso. Foi para Bruxelas, onde fixou residência. Na Primavera de 1847, Marx e Engels filiaram-se numa sociedade secreta de propaganda, a “Liga dos Comunistas”, tiveram papel destacado no II Congresso desta Liga (Londres, Novembro de 1847) e por incumbência do Congresso redigiram o célebre Manifesto do Partido Comunista, publicado em Fevereiro de 1848. Esta obra expõe, com uma clareza e um vigor geniais, a nova concepção do mundo, o materialismo consequente aplicado também ao domínio da vida social, a dialética como a doutrina mais vasta e mais profunda do desenvolvimento, a teoria da luta de classes e do papel revolucionário histórico universal do proletariado, criador de uma sociedade nova, a sociedade comunista.

Quando eclodiu a revolução de Fevereiro de 1848 (12), Marx foi expulso da Bélgica. Regressou novamente a Paris, que deixou depois da revolução de Março para voltar à Alemanha e fixar-se em Colónia. Foi aí que apareceu, de 1 de Junho de 1848 até 19 de Maio de 1849, a Nova Gazeta Renana (14), de que Marx foi o redator-chefe. A nova teoria foi brilhantemente confirmada pelo curso dos acontecimentos revolucionários de 1848-1849 e posteriormente por todos os movimentos proletários e democráticos em todos os países do mundo. A contra-revolução vitoriosa arrastou Marx ao tribunal (foi absolvido em 9 de Fevereiro de 1849) e depois o expulsou da Alemanha (em 16 de Maio de 1849). Voltou então para Paris, de onde foi igualmente expulso após a manifestação de 13 de Junho de 1849(15), e partiu depois para Londres, onde viveu até ao fim dos seus dias.

As condições desta vida de emigração eram extremamente penosas, como o revela com particular vivacidade a correspondência entre Marx e Engels (editada em 1913). Marx e a família viviam literalmente esmagados pela miséria; sem o apoio financeiro constante e dedicado de Engels, Marx não só não teria podido acabar O Capital, como teria fatalmente sucumbido à miséria. Além disso, as doutrinas e as correntes predominantes do socialismo pequeno-burguês, do socialismo não proletário em geral, obrigavam Marx a sustentar uma luta implacável, incessante e, por vezes, a defender-se mesmo dos ataques pessoais mais furiosos e mais absurdos (Herr Vogt). Conservando-se à margem dos círculos de emigrados, Marx desenvolveu numa série de trabalhos históricos (ver Bibliografia) a sua teoria materialista, dedicando-se, sobretudo ao estudo da economia política. Revolucionou esta ciência (ver a seguir o capítulo acerca da doutrina de Marx), nas suas obras Contribuição para a Crítica da Economia Política (1859) e O Capital (r.1867).

A época da reanimação dos movimentos democráticos, no final dos anos 50 e nos anos 60, levou Marx a voltar ao trabalho prático. Foi em 1864 (em 28 de Setembro) que se fundou em Londres a célebre I Internacional, a “Associação Internacional dos Trabalhadores”. Marx foi a sua alma, sendo o autor do primeiro “Apelo” e de um grande número de resoluções, declarações e manifestos. Unindo o movimento operário dos diversos países, procurando orientar numa via de atividade comum as diferentes formas do socialismo não proletário, pré-marxista (Mazzini, Proudhon, Bakúnine, o trade-unionismo liberal inglês, as oscilações dos lassallianos para a direita na Alemanha, etc.) combatendo as teorias de todas estas seitas e escolas, Marx foi forjando uma tática única para a luta proletária da classe operária nos diversos países. Depois da queda da Comuna de Paris (1871) – a qual Marx analisou (em A Guerra Civil em França, 1871) de uma maneira tão penetrante, tão justa, tão brilhante, tão eficaz e revolucionária – e depois da cisão provocada pelos bakuninista, a Internacional não pôde continuar a subsistir na Europa. Depois do Congresso de 1872 em Haia, Marx conseguiu a transferência do Conselho Geral da Internacional para Nova lorque. A I Internacional tinha cumprido a sua missão histórica e dava lugar a uma época de crescimento infinitamente maior do movimento operário em todos os países do mundo, caracterizada pelo seu desenvolvimento em extensão, pela formação de partidos socialistas operários de massas no quadro dos diversos Estados nacionais.

A sua atividade intensa na Internacional e os seus trabalhos teóricos, que exigiam esforços ainda maiores, abalaram definitivamente a saúde de Marx. Prosseguiu a sua obra de transformação da economia política e de acabamento de O Capital, reunindo uma massa de documentos novos e estudando várias línguas (o russo, por exemplo), mas a doença impediu-o de terminar O Capital.

A 2 de Dezembro de 1881, morre a sua mulher. A 14 de Março de 1883, Marx adormecia pacificamente, na sua poltrona, para o último sono. Foi enterrado junto da sua mulher no cemitério de Highgate, em Londres. Vários filhos de Marx morreram muito jovens, em Londres, quando a família atravessava uma grande miséria. Três das suas filhas casaram com socialistas ingleses e franceses: Eleanor Aveling, Laura Lafargue e Jenny Longuet; um dos filhos desta última é membro do Partido Socialista Francês.

Émile Durkheim

Émile Durkheim nasceu na província francesa de Lorraine no dia 15 de abril de 1858 e morreu em Paris em 1917.

Sociólogo Émile Durkheim

Descendente de judeus franceses, seu pai, avô e bisavô foram rabinos. Ainda moço decidiu não seguir o caminho dos familiares levando, pelo contrário, uma vida bastante secular. Em sua obra, por exemplo, explicava os fenômenos religiosos a partir de fatores sociais e não divinos. Tal fato não o afastou, no entanto, da comunidade judaica. Muitos de seus colaboradores foram judeus e alguns, inclusive, seus parentes.

Entrou na École Normale Supérieure em 1879 juntamente com Jean Jaurès e Henri Bergson. Durante estes estudos teve contatos com as obras de Augusto Comte e Herbert Spencer que o influenciaram significativamente na tentativa de buscar a cientificidade no estudo das humanidades.

Conceituou o normal, que para ele era o obrigatório a todos. A Solidariedade entre os integrantes da sociedade é necessária para que aja consenso. Tal norma moral caminha para oficialização jurídica a fim de se estabelecer às regras de cooperação, tão importante para o coletivo.

Para Durkheim as mudanças são muito rápidas, não sendo acompanhado pelo conhecimento coletivo, o que gera uma patologia. Ou seja, as sociedades modernas são doentes. Em meio a uma gigante massa uma individualidade é enxergada como solidão, levando a pessoa ao suicídio.

Atribui-se a DURKHEIM o fortalecimento da sociologia. Principais obras: Da divisão social do trabalho (1893), Regras do método sociológico (1894), O suicídio (1897), As formas elementares da vida religiosa (1912).

Principais obras

•    Da divisão social do trabalho, 1893;
•    Regras do método sociológico, 1895;
•    O suicídio, 1897;
•    As formas elementares de vida religiosa, 1912;
•    Educação e Sociologia, 1922;
•    A educação moral, 1925;
•    A evolução pedagógica na França, 1938;
•    Montesquieu e Rousseau, Precursores da Sociologia”, 1953.

Da divisão social do trabalho. Esta foi sua tese, de 1893. Nela procurou mostrar que os fenômenos de natureza mental são frutos da vida coletiva. Durkheim foi contrário à idéia de se considerar a vida psíquica, manifestações da vida física.

As regras do método sociológico. Nessa obra de 1894, observamos um ponto em comum com suas primeiras literaturas, a forma de enxergar a base de toda vida coletiva. O meio com o qual os homens se influenciam mutuamente, relacionando noções de densidade e volume, formam o alicerce em questão.

O suicídio, livro de 1897, onde o fabuloso sociólogo aponta, ser através de representações que é composta a vida social. Nesse clássico Durkheim divide e conceitua o suicídio em Egoísta, quando se perde a razão de viver; Anômico, quando se vai de encontro as normas da sociedade e Altruísta, que ocorre devido uma coação social exterior do suicida.

A sociologia busca o entendimento da sociedade, das pessoas, dos grupos sociais e subgrupos. Com base em observações essa disciplina busca explicar os fenômenos sociais.

Para Durkheim, os fatos sociais em conjunto formam a sociedade. Tais fatos são tão padronizados e sistemáticos que podem ou são consideradas coisas. Fatos morais, religiosos e jurídicos são características sobre fato social. O fato social é externo ou exterior porque as idéias padrão vêm de fora da mente do indivíduo. O fato social é também coercitivo, pois as atitudes sociais são sistemáticas e coletivas levando o indivíduo a praticar os atos padrão da sociedade, como casar, estudar, etc.

Durkheim divide e conceitua os tipos fundamentais da sociedade em duas. A Solidariedade Mecânica e a Solidariedade Orgânica. A primeira é a antiga com menos divisões. A segunda se aplica aos dias de hoje, é mais recente. Segundo a Orgânica, a sociedade ameaça perder a solidariedade devido o grande aumento da concorrência, fruto do crescimento populacional. Desta maneira a solidariedade ocorre graças a divisão do trabalho, através de contratos. Do ponto de vista da divisão do trabalho ainda se inclui o que Durkheim considera patológico, o principal deles, o conflito Capital X Trabalho.

A partir de estudos detalhados Durkheim concluiu que toda as religiões possuíam origem social. Ele observou também a distinção que a igreja difundia da vida, entre sagrado e profano, ao contrário dos cultos religiosos que ganhavam caráter santo sem distinção de ações más ou boas.

Fatos importantes se sucederam a partir de 1870, compondo o contexto histórico em que viveu o importante estudioso Émile Durkheim. Observe a cronologia dos fatos:

1870: Em primeiro de Setembro ocorre a derrota de Sedan.

1871: Em 28 de Janeiro ocorre a capitulação diante da força alemã. Entre 18 de Março e 28 de Maio se da a insurreição da comuna de Paris. Em 4 de Setembro é proclamada a conhecida III república, é formado um governo provisório até que se aprove a constituição. Também em 1871, com a perda de Lorena para Alemanha, a cidade de Durkheim passa a ser fronteira. A disputa franco-alemã, tira do sociólogo o filho e seguidores.

1882: É implantado o novo sistema de instrução pública depois de acirrados debates na assembleia. Dentre os pontos principais estão a gratuidade do ensino, a obrigatoriedade do estudo para os que tem de 6 a 13 anos, e a substituição formal da educação religiosa pela instrução moral e cívica. Em 1882 se inicia os debates para a futura lei que instituiria o divórcio na França.

Em fim era um período efervescente. O Capitalismo monopolista nascia e se espalhava. Importantes invenções se sucedem e a imprensa evolui com o aumento das tiragens, a ciência progride e as lutas sociais ganham corpo. A luta entre burguesia e proletariado bipolariza a sociedade.

Em 1894, com a publicação de Regras do método sociológico, Durkheim tornou-se pioneiro na descrição da investigação e explicação da sociologia. Em tal escritura fora posto os métodos que se mostraram na prática em 1897 com O suicídio. Dentro de uma perspectiva sociológica é feita uma análise dos dados etnográficos. A sociologia deve a Durkheim pelo fato deste ter desenvolvido um apurado método para se analisar e classificar as realidades. Estritamente sociológica, é a posição metodológica de Durkheim.

No livro Regras do método sociológico, resumidamente têm três pontos principais de sua metodologia: ser independente de toda filosofia; objetivo e buscando emancipar a disciplina afirma ser exclusivamente sociológico e que antes de tudo os fatos sociais são coisas sociais.

Na análise da vida religiosa, Émile tomou como ponto de partida as manifestações mais simples, avançando em seguida para os tópicos mais complexos do assunto. Diz-se que este é um sólido exemplo da influência cartesiana sob os critérios Durkheimianos.

Max Weber

 

Max Weber

Maximillian Weber (Erfurt, 21 de Abril de 1864 — Munique, 14 de Junho de 1920) foi um intelectual alemão, jurista, economista e considerado um dos fundadores da Sociologia. Seu irmão foi o também famoso sociólogo e economista Alfred Weber. A esposa de Max Weber, Marianne Weber, biógrafa do marido, foi uma das alunas pioneiras na universidade alemã e integrava grupos feministas de seu tempo.

Foi o primogênito de oito filhos de Max Weber e Helene Fallenstein. Seu pai, protestante, era uma figura autocrata. Sua mãe uma calvinista moderada. A mãe de Helene tinha sido uma huguenote, francesa, cuja família fugira da perseguição na França. Ele foi, juntamente com Karl Marx, Vilfredo Pareto, Augusto Comte e Émile Durkheim, um dos modernos fundadores da Sociologia. É conhecido sobretudo pelo seu trabalho sobre a Sociologia da religião com a obra mais famosa: A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, com o qual começou suas reflexões sobre a sociologia da religião..

Seu pai, Sr. Max Weber, grande advogado e político liberal; a mãe, Helene Fallenstein, uma calvinista moderada. Max foi o primeiro de sete filhos, incluindo seu irmão Alfred Weber, quatro anos mais jovem, também sociólogo, mas, sobretudo, um economista, que também desenvolveu uma importante sociologia da cultura. Os jovens receberam uma excelente educação secundária em línguas, história e literatura clássica.

Em 1882 Max Weber matriculou-se na Faculdade de Direito da Universidade de Heidelberg, onde seu pai havia estudado, freqüentando também cursos de economia política, história e teologia. Em 1884 voltou para casa paterna e se transferiu para a Universidade de Berlim, onde obteve em 1889 o doutorado em Direito e em 1891 a tese de habilitação, ambos com escritos da história do direito e da economia.

Depois de completar estudos jurídicos, econômicos e históricos em várias universidades, se distingue precocemente em algumas pesquisas econômico-sociais com a Verein für Sozialpolitik, a associação fundada em 1873 pelos economistas associados à Escola Histórica Alemã em que Weber já tinham aderido em 1888. Em 1893 casou-se com Marianne Schnitger, mais tarde uma feminista e estudiosa, bem como curadora póstuma das obras de seu marido.

Foi nomeado professor de Economia nas universidades de Freiburg em 1894 e de Heidelberg em 1896. Entre 1897, ano em que seu pai morreu, e 1901 sofreu de uma aguda depressão, de modo que do final de 1898 ao final de 1902 não poderia realizar atividades regulares de ensino ou científicas.

Curado, no Outono de 1903 renunciou ao cargo de professor e aceitou uma posição como diretor-associado do recém-nascido Archiv für und Sozialwissenschaft Sozialpolitik (Arquivos de Ciências Sociais e Política Social), com Edgar Jaffé e Werner Sombart como colegas: nesta revista publicaram em duas partes, em 1904 e 1905, o artigo-chave A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Naquele mesmo ano, visitou os Estados Unidos. Graças a uma enorme renda privada derivada de uma herança em 1907, ainda conseguiu se dedicar livremente e em tempo integral aos seus estudos, passando da economia ao direito, da filosofia à história comparativa e à sociologia, sem ser forçado a retornar à docência. Sua pesquisa científica abordou questões teórico-metodológicas cruciais e tratou complexos estudos histórico-sociológicos sobre a origem da civilização ocidental e seu lugar na história universal.

Durante a Primeira Guerra Mundial, serviu como diretor de hospitais militares de Heidelberg e ao término do conflito, voltou ao ensino da disciplina de economia, primeiro em Viena e em 1919 em Munique, onde dirigiu o primeiro instituto universitário de sociologia na Alemanha. Em 1918 ele estava entre os delegados da Alemanha em Versalhes para a assinatura do tratado de paz e foi conselheiro para os redatores da Constituição da República de Weimar. Morreu em 1920, atingido pela grande epidemia de gripe espanhola do pós-guerra.

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